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Este burlesco nome de Porcalhota, durante anos arreliou os
habitantes deste povoado. O Arqueólogo Francisco Dornelas relata
que: Todos os terrenos pertenciam a Vasco Porcalho. Devido á sua
morte, os terrenos passaram para a sua filha, moça esbelta e
desmbaraçosa, a quem o povo sempre pôs alcunhas. Chamavam á rapariga
Porcalhota. Até 28 de Outubro de 1907, os habitantes, tiveram que suportar a feroz
troça de todos os que a nomeavam.
O
terramoto de 1755 revela a fuga e a dispersão intencional de
muitos fugitivos para o lugarejo da Falagueira. A
Porcalhota, tinha tradições no seu bom pão saloio, pão-de-ló
e o célebre coelho à caçador do famoso “Pedro dos Coelhos”.
O povoado pobre e velho, era pouco mais que uma rua com
casas de um lado e do outro e uns casais dispersos aqui e
ali, onde se cultivava a terra e se criava animais.
A Porcalhota foi em outros tempos, senhora de todos os outros
lugarejos, pois as suas casas eram as melhores e as mais
elegantes, com algumas apalaçadas, de primeiro andar e
quintas, algumas ainda existentes.
Na Porcalhota havia um comércio primitivo, com tendas, casa de
pousio e tabernas, algumas destas com fama de bem
cozinharem. Os produtos hortícolas eram vendidos nas quintas
ou em venda ambulante.
A Porcalhota tinha ainda um chafariz de boas águas.
Esta
terra era conhecida por ser cheia de tradições pelo seu bom
pão saloio, o pão de ló e o coelho à Caçadora do famoso
Pedro dos Coelhos. De seu nome Pedro Franco é uma figura
lendária da Porcalhota, tendo sido regedor deste local. |
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